Ontem senti saudade do meu ex.
Ontem chorei por me sentir inferior,
Ontem o espelho foi sincero,
Ontem o mar calou a verdade,
Ontem cada palavra foi especial
Ontem me lembrei do meu pai
Ontem descobri que sou mais do que penso ser,
Ontem dormi ouvindo música.
Hoje vou-te verHoje ri de tudo isso,
Hoje tenho mais orgulho de mim do que ontem,
Hoje a chuva lavará minha alma.
Hoje me lembrei do meu pai,
Hoje vou aprender javanês,
Hoje dormirei ouvindo a sua voz.
Amanhã será o novo hoje e tudo será igualmente diferente, a única coisa que será diferente ao se repetir é que ainda te amo, ainda te amarei, ontem, hoje e sempre!
Mãe!

As pedras já estavam ali quando chegamos
As pedras viram a construção de nossa rua,
Elas sabem que escondemos segredos.
A pedra fixa correu com tempo e hoje sabe que vai morrer.
O sangue que já escorreu sobre ela não era seu, mas deixou uma ferida.
Lembranças boas daquela pedra a qual assegurava a brincadeira dos moleques da rua.
A evolução diminui a pedra, pois a velhice já mostrava suas marcas.
Mal sabia a pedra que o metrô que ali passará será o seu final,
então o jasmim pálido não crescerá,
Os namorados não mais o roubaram,
o coração pintado de tinta vermelha também morrerá,
triste fim, mas aquelas recordações serão o começo do esquecimento,
Pois a pedra já não moverá a imaginação daqueles que viveram a pedra.



Assustado Benjamin seguia aquele rapaz, com uma alegria contagiante as lágrimas deram lugares a um sorriso de felicidade, até que os dois chegaram a um grande prédio amarelo, que tinha um mastro listrado duas linhas verde e amarela até seu fim, uma grade de ferro pintada de azul e gasta pelo tempo, três pequenos degraus e juntamente a ela duas salas a da coordenadoria e secretária, Benjamin olhava cada detalhe, os cartazes, trabalhos expostos, panfletos de cursos propostos, as letras apagadas das plaquetas metálicas das salas da coordenação e na parede a frente a inscrição pintada de Sejam Bem-vindos, logo após ao entrar e passar pela cantina no fim do pequeno corredor, eles viram a esquerda e viram um salão amplo e bem a sua frente dois corredores mais extensos divididos em dois um superior e um inferior que davam acessos as salas de aula, onde o corredor inferior parecia ter fim em um pequeno jardim. Benjamin fixou os pés onde estava e olhando firmemente cada pessoa que ali passasse, o que lhe parecia engraçado é que cada um deles usava um artigo alegórico como uma grande festa a fantasia, o olhar surpreso de Benjamin continuou até que seu acompanhante o chamou e novamente o seu reflexo ligeiro e involuntário o fez se virar e observa-lo que havia parado para beber água em um pequeno bebedouro preso a divisa entre o fim da entrada e o começo do salão, então Benjamin caminha em direção a ele, já que ele tinha voltado a si, logo após beber água o rapaz começa a fala:

- Eu sabia que seus pais achariam o cúmulo sair fantasiado de casa, então tome esse chapéu de bruxo e essa capa, agora o senhor Ribas é um mago! Aquilo lhes parecia muito engraçado e estranho ao mesmo tempo assim Benjamin ri e diz:

- Isso é brincadeira?!

Foi quando ele lembrou-se que os objetos mágicos estavam na sua bolsa e que o mago havia dito falado, pegasse o que mais lhe tivesse chamado atenção, assim ele abriu a bolsa e tirou a varinha de dentro e a segurou firmemente na mão, enquanto isso um vento ligeiro que parecia ter vindo do corredor inferior o qual tinha um abertura no telhado vindo assim em direção a eles fazendo a capa cinzenta levantar, então Benjamin viu as letras vermelhas feitas de cartolina pregadas na parede transformarem-se em uma palavra diferente.

A LIMINE

Então ele a repetiu sussurrando baixinho, apontando a varinha na direção da parede que ficava atrás de seu amigo, então vários flash’s em sua cabeça, ele viu toda a sua história com aquele que era seu melhor amigo...


O pequeno banheiro havia voltado ao normal, mas Benjamin continuava imóvel subia até o alto de sua nuca um calafrio, um medo terrível que aquilo não fosse um sonho, acreditava ele na mais louca das hipóteses ter entrado em algum de fantasia, algum contos de fadas ou filme de aventura, entretanto o mais cruel era o fato dele não conseguir lembrar de nada, daquele mundo considerado normal que ele havia simplesmente acordado e mais surpreendente era a ideia que havia outro mundo místico, essa ideia absurda só perdia para outra ainda mais intrigante era a de como ele sabia tanto dali e de como agir naquela situação sem sentido já que ele não recordava de exatamente nada, rompendo sua nuvem de pensamentos a voz aguda que ele ainda não conhecia o rosto falou:

- Menino! Chega de demora! Hoje é seu último dia de aula aqui, tome logo esse banho e saia já daí, entendeu? Agora!

A exigência daquela pessoa seria atendida. Benjamin resolveu que a água do chuveiro iria acalmar sua cabeça! A água fria descia sobre sua testa enquanto ele permanecia de olhos fechados lembrando de cada palavra dita por aquele que se intitulou por seu pai, porém novamente a mulher reclamava:

Ricardo Maia de Ribas garoto mal criado saia já desse banheiro! Entendeu?! Essa é a última vez que te aviso, não me desafie.

Sem mais demora, ele enxugou-se com a tolha verde, que ficava presa por um pequeno gancho atrás da porta, terminado pegou a roupa que estava em uma cestinha que ficava ao lado da entrada, sem ter certeza que era aquela que deveria usar, mas a vestiu. Uma calça azul-marinho aparentava ter sido tingida, contudo era nova, uma cueca branca e uma camisa branca, coma gola azul com uma linha também branca e com um brasão laranja no peito, vestiu-se e rapidamente saiu do banheiro, foi ai que ele viu pela primeira vez uma mulher branca, cabelos pretos que desciam no ombro rosto pequeno, com uma aparência jovial, entretanto algumas marcas da idade. Nesse instante ele ficou parado e fixou-se olhando a mulher com e nos olhos um ar de espanto por alguns segundos, ela o interrompeu dizendo:
- Já é hora de ir pro colégio e você ainda nem almoçou, demorou muito nesse banho, o que há com você? Hoje parece que é outro planeta de tão desligado e ainda me desafiou. Não pensa que esqueci, contudo Benjamin continuava fixado no olhar, só que nas roupas da mulher uma blusa azul e um short jeans velho feito de uma calça cortada, então a impaciência dela aumentou e um berro saiu:

- R I C A R R R R D O O O O O ...

O susto do grito trouxe-o novamente a si e respondendo gaguejando:

- N N Não é na na nada, só estou meio distraído!

Novamente outra pessoa, falando alto, porém uma voz masculina interrompe Benjamin!

- Rita! Rita! Rita?!

Então a mulher responde:

Estou aqui Antunes na área do banheiro, foi quando um homem de meia estatura invade aquela pequena sala que era divida entre o banheiro e um quartinho que fechado com uma cortina o qual Benjamin olhava atentamente, até que a mulher fala ao homem:

- Antunes dê um jeito nesse teu filho, hoje ele parece mais um astronauta, faça-o voltar a terra e leve a Indara na escola já que Ricardo não precisa fazer nada aqui além de me desafiar.

Dito isso Benjamin olhou para o homem com um olhar tão penetrante que quase chegava a enxergar a alma. Entender-se-á bem aquele era o seu pai. Um senhor que aparentava ter uns 40 anos, pele negra, poucos cabelos, rosto suado e cansado, mãos fortes e um corpo de porte médio que expressava irritabilidade. O olhar fixo dele foi duramente cessado quando Antunes apertou seu braço franzino com força bravamente dizendo:

- Hoje pra você não tem almoço, vá agora pra escola!

A tensão e a repressão dele o fizeram pegar a mochila que ganhará do mago e seus cadernos e sair em passos lépidos. Benjamin saiu daquela casa tão facilmente que nem se dera conta do caminho que fazia e de onde deveria ir, pois ele só desejava uma resposta esclarecedora, naquela hora seu peito encheu-se de angustia, medo e tristeza e com esse turbilhão de sentimentos tão avassaladores, ele pediu apenas uma explicação e de seu rosto desceu uma lágrima que seguiu até seu queixo indo de encontro ao chão, logo após várias outras a acompanharam procurando descer de sua face. Benjamin não entendia o que acontecia e tudo que ele sabia foi dito por pessoas estranhas ou por seres mágicos inacreditáveis. Outra vez interrompido, alguém gritava:

- Ribas! Ribas! Ribas!

Atônito, ele vira o rosto com um reflexo quase instantâneo. Parado ali ele vê um rapaz moreno claro, cabelos negros e lisos, um nariz de tão perfeito que parecia ter sido esculpido a mão, um sorriso doce e muito amigável, estatura mediana e um corpo meio forte, que usava a mesma farda que Benjamin vestia, porém ele usava uma mascará no rosto, entretanto sabia ele que não se tratava de nenhum ser mágico, pois seu coração batia muito forte e todos os sentimentos ruins haviam sumido, dando lugar a algo especial e com isso Bem correu alcançou o rapaz e o abraçou e continuou a chorar.

    Parecendo entender o que passava o rapazinho a afagou, o afastou levemente e olhou nos olhos vermelhos de lágrimas e falou lentamente:

    - Sei que deve ser difícil, seus pais, sua partida e você ainda não sabe como dizer a Leila não é? Não fique assim nós somos amigos estou aqui com você e a Leila te ama ela vai entender, sua viagem vai te trazer muita evolução e te livrar desse sofrimento todo. Agora aprece-se estamos atrasado e tenho uma grande surpresa pra você!

“Eu não me importo com o que vão dizer, eu não quero parecer com você e você pode até me odiar, porque eu jamais vou parar de tocar!”

Deparo-me quase todos os dias com pessoas, blog’s, chat’s e folhetins espalhados pela cidade onde nossos amigos se vem a perder tempo com a exclusividade da vida alheia, esses autores e pensadores com um sentimento de insatisfação com a sua própria vida acabam por querer menosprezar o que é bom e acentuar no próximo o que é “errado”.

“É a dúvida entre o que é realmente bom e o que é realmente ruim, porque o certo pra você pode não fazer o mesmo efeito em mim e se tratando de habitantes do mesmo planeta isso pode ser fatal é a escolha entre seguir com o bem sem saber direito o que é o mal.”

O que acho mais interessante é que toda pedra jogada para cima pode sim cair na sua cabeça é que o erro já começa da própria pessoa que fala mal da outra. Ninguém deve se privar do que ela gosta, porque os seres estranhos podem-te criticar maliciosamente. Responda-me se for capaz, o que teria haver se fulano faz ménage? Ou sicrano que tem o cabelo azul, por que pintou com papel crepom? Ou Beltrano que encheu a cara passou vergonha na boate, isso tudo por causa de um chifre?

Sabe isso tudo parece humilhante de se espalhar e até engraçado de se contar, mas pergunte aos seus pais ou amigos mais velhos são esses momentos que levaremos da vida, “o que se leva da vida é a vida que se leva.” Abram os olhos e acordem são essas situações que transformam a vida chata e monótona, em um show corrente. Ganhar fama e 10 segundos de felicidade a custa do mal dos outros, isso não vale a pena, mas vale sim lembrar com seus melhores amigos:
- Puxa naquele dia na boate eu bebi horrores sai carregado! Você lembra?
- Ora tu lá morrendo por causa daquele idiota aff!
- Pois é kkkkkkk...
 
Agora me diga se isso num é bom, lembrar e rir, mas não agora temos que sermos bons meninos e fingir que tudo na vida é perfeito que todos somos santos e não pecadores! Aff...

Devo agora me sentir preso aos “bons” costumes? Jamé, never e não deixaria de viver, por causa de alguém que se interessa na minha vida, mas do que eu mesmo. Acredito que muitos deveriam no mínimo pensar assim, depois quem sabe agir assim!
 
“Vou mentir e dizer que não sou feliz!”

Maldito seja aquele que aboliu a necessidade de se graduar em jornalismo para só assim assumir a profissão, sendo assim deixando qualquer um apto a ser jornalista da vida alheia ¬¬. Faremos assim “Eu não sou nada, eu não sou ninguém, aqui quem vos escreve é um espírito sandino” Porém toda revista de troca tem sempre um trocador e isso não posso negar que esse “meios de comunicação e propagação de noticias” só vendem bem, porque tem quem compre e eu não seria democrático o suficiente se não admitisse isso, entretanto fazendo uma analogia meio difusa, posso dizer que as pessoas não se interessam em algo realmente de valor.
“Prova disso é que na Inglaterra pensou-se em fazer um Big Brother só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência.

A razão? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria.”


Então posso dizer que BAIXARIA da audiência, ibope, atenção e dinheiro, FATO’!
São poucos o que desprezam essa pornografia mental, para se interessar por algo culturalmente estimulante ou então que lhes gaste tempo e “neurônios”. Maldita cultura de “pão e circo”.

Então senhores jornalistas da vida alheia vos atiro no mar!
 

 
“O que se pode esperar de um país que é classista e racista desde sua colonização?”

Questione

Quero ser a mudança que eu quero para o meu país! As eleições estão bem aí e sabe?! Ainda não decidi o que fazer com meu voto, bem se ainda fossem aquelas cédulas de papel eu saberia (6), esqueci que não posso falar isso aqui, já aparece aqui alguém falando: você quer desperdiçar um direito que conseguimos com tanta lutar e sangue e blá, blá, blá ... Já digo logo, não é direito e sim dever! Somos Obrigados, OBRIGADOS a votar mesmo que branco ou nulo e se não votarmos temos que dizer, porque não participamos do show imoral, ops... Eleitoral! A lei da ficha limpa bom começo, mas ainda fraco (com tantas mudanças na lei é capaz de que mudarem o nome também pra lei da possível ficha limpa), mas se ela pegar eu festejarei, ligarei pro Sarney e me candidatarei!

Mal sabia Benjamin que aquela era uma das chaves do seu passado,pois até menos de uma hora era tudo ele conseguia lembrar.

     No banheiro o silêncio reinava de olhos fechados Benjamin não sentia nada acontecer, porém o pequeno banheiro havia virado fumaça, o teto, as paredes, a porta e tudo mais se desfizeram no ar e agora restava um cubículo negro com uma luz bem no centro que nascerá no ar e movimentava-se como um vaga-lume preso a um cordão transparente. Acreditando que nada acontecerá Benjamin abriu os olhos bem devagar e aos poucos foi se dando conta que ele já não estava mais no mesmo lugar, agora o que ele podia ver era apenas uma penumbra, então foi ai que uma voz grossa e suave fala:

- Filho por mais confuso que isso possa parecer quero que se tranquilize, só assim seus pensamentos entraram em sintonia com nosso mundo.

Como uma ordem a ser seguida Benjamin atendeu ao pedido daquela voz misteriosa, sem mesmo saber o porquê daquilo e ouvindo atentamente a cada palavra dita ele fechou os olhos tendo certeza que parecia impossível ficar tranquilo quando tudo era tão estranho e louco de se entender, mas novamente ele fechou os olhos e se começa a pensar que tudo ele queria saber era a verdade e uma explicação plausível de tudo aquilo, passado poucos minutos, ele abre os olhos agora com a mente bem menos conflituosa e calma, foi então que falou em um tom apertado e levemente preocupado, porque uns me chamam de Ricardo e outros de Benjamin?

A voz então sem demoras responde:

Benjamin é o seu nome, aquele que você trouxe com seu poder e magia, aquele que agora você assumiu ao acordar Benjamin Bronx Suder, Ricardo é o nome daquele que é seu parceiro, aquele que tem a energia e é dono do seu corpo humano e mortal.

Quem sou eu? Pergunta Benjamin agora muito mais confuso.

Em resposta a voz fala:

Você é meu filho, você é um mago, você é um daqueles que viviam em um mundo paralelo a tudo aqui, paralelo a essa existência e que também não existe mais! Você é um mago e disso você tem de ser ciente e ter certeza!

Benjamin agora achava que a voz e tudo aquilo não passavam de um sonho que ele iria acordar e lembraria de tudo, pois todas as palavras que ele estava ouvindo não tinham nexo e não faziam sentido, agora com um tom de desdenho Benjamin pergunta:


- Se eu sou mesmo um mago, me chamo Benjamin e vim de um mundo que não existe mais como eu vim parar aqui?

A voz com um tom mais seguro responde:

Os mundos de humanos e de magos fundiram-se quando roubaram o poder milenar que assegurava que nos ficássemos distante e nossa existência fosse um segredo para todos aqui, com isso muitos de nós com essa transição morremos, perderam seus poderes seus poderes e outros acham até hoje que são humanos comuns, você deve saber que em parte você não é filho de seus pais humanos o problema é nem eles sabem dessa verdade.

Benjamin não aceitou aquela resposta e em nenhuma condição acreditou em nenhuma palavra naquele momento proferida pela voz, ele pensou e tinha tirado a conclusão que realmente aquilo tinha de ser um sonho, pois se tornava absurda a ideia de que uma mãe não tivesse percebido que seu filho foi trocado e criar outra criança sem saber que ele não é seu filho, contudo isso o responde agora com um tom zangado:

- Como? Como ela não sabe que não sou filho dela? Explique tudo! Nada faz sentido ou você pensa que eu vou acreditar em tolices?A voz agora mais suave do que ela já era, respondeu pausadamente para que ficasse fácil o entendimento e a aceitação do que lhe seria dito!
- Há quase 15 anos uma guerra foi iniciada no nosso mundo quando um mago ganancioso e sedento por poder roubou o pode milenar dos sábios do vento quebrando o equilíbrio e desafiando as 12 nações, isso tudo causou a ruína do mundo mago, mas a terra não poderia existir sem o nosso mundo e mundo mago não poderia existir sem a terra e para que as duas não deixassem de existir os últimos grande magos usaram toda sua saberia e poder restante para que eles se fundissem, mas existia um problema que não saberíamos o futuro desse acontecimento, que era o fato de que toda vida humana e maga era ligada uma a outra e esse laço especial existia com a distancia dos seres que coexistiam e assim não sabíamos o que poderia acontecer e a fusão dois mundos causou e te transformou nisso que você é hoje, a guerra levou a vida de vários magos e de humanos também, pode ser difícil de entender e de se aceitar, mas essa é a realidade.Quando Benjamin pensou em questionar aquela resposta que era a mais absurda e improvável de todas, a voz falou rapidamente:

Só quero que saiba, já não posso ficar mais com você, aperfeiçoe seus poderes e só assim poder-te-ei visitar novamente. Agora receba o que é seu por direito e ao seu lado apareceram alguns objetos flutuando no ar, uma varinha dourada e toda desenhada com alguns felinos e animais estranhos, um saquinho velho e de tecido sujo, uma pena vermelha, um pedaço de pergaminho antigo, um pedacinho de palha seca que era feita de ouro, mas na sua extremidade tinha um grão verde e uma bolsa tira colo marfim. A voz recitou algumas palavras que Benjamin não conseguiu entender na hora, mas a dita as palavras os objetos entraram na bolsa e a escuridão da sala ia sumindo como se a luz voltasse aos poucos, antes de tudo voltar a como era antes, a voz diz:

Teste primeiro aquilo que mais te chamou atenção. Ela é a chave para seu poder.

Meio-dia e velho relógio da igreja tocava sua sina diária, o som parecia ressoar nos cristais no armário vermelho da cozinha. Naquele instante algo aconteceu, como se sinos tivessem quebrado algo, algum selo que abrisse uma memória e várias perguntas vinham rapidamente na mente dele! - Quem sou eu? O que é isso? Por quê? Que rosto é esse? Que mundo é esse?



Não adiantava o quanto ele se perguntasse, nada mais fazia sentido, até que uma voz aguda interrompe o seu saldo de pensamentos e dúvidas



- Acorda menino, você olhou o arroz?



Naquele momento ele simplesmente pensou, olhar o arroz? O que ela quer dizer com isso? Quem é ela? Mas ele entendeu rapidamente que se tratava de alguém de sua família pela maneira que ela falava e a intimidade no tom da voz! Até que outra voz grave, mas dessa vez bem mais infantil que dizia:




- Mãe quem vai-me deixar na escola hoje? Veio então de supetão a resposta Ricardo deixe sua irmã na escola e vá logo se arrumar se não você chegará atrasado!



Ricardo? Até que ele como uma maneira de repressão a tanta estranheza e agonia respondeu!


- Por quê eu tenho de fazer tudo isso? Eu não vou fazer nada!

Dirigindo-se até o banheiro com um sentido de direção tão perfeito ele sabia o que fazer e onde fazer, mas a questão era como ele estava ali e como ele sabia de tudo isso?

Ao entrar no banheiro que por sinal era muito simples como toda a casa era também ele parou enfrente ao espelho e repetiu os seus pensamentos falando para si,

- Quem sou eu?



 - Você não sabe Benjamin?

Respondeu imediatamente o espelho em seu reflexo de um menino loiro, cabelos lisos, olho verde-mar e voz agradável! Foi então que afastando-se para trás achando estar louco, pois além de não saber de nada o que se passava como poderia o espelho falar com ele e o reflexo de outra pessoa tão diferente de dele! Então novamente o espelho respondia a ele!


Você já deveria ter lembrado há muito tempo de quem é você e o como você veio parar aqui! Algo de muito errado aconteceu para que você não que você tenha suas memórias, seu poder ainda é muito fraco e por isso não posso mais ficar aqui falando com você, quero apenas que você diga isso "A vero domino" e então a imagem do espelho sumiu e sua imagem novamente apareceu foi quando ele viu o seu rosto! Um menino de mais ou menos 15 anos, moreno, magro, cabelos pretos e rosto peculiar, mostrou sua identidade, mas disso ele nem se derá conta, pois o que mais o intrigava não era isso e sim o que era aquilo? O que aconteceu ali? Quem era aquela pessoa? Como ela chegou no espelho? O que aconteceria se ele repetisse aquelas palavras? Pra ele quanto mais ele pensava mais confuso e estranha aquela situação parecia ser e então o que fazer? Ricardo, Benjamin? Então sem mais delongas, ele teve certeza que ele tinha fazer o que menino do espelho havia dito! Fechando os olhos e respirando fundo, ele diz as palavras:


- "A vero domino"