As pedras já estavam ali quando chegamos
As pedras viram a construção de nossa rua,
Elas sabem que escondemos segredos.
A pedra fixa correu com tempo e hoje sabe que vai morrer.
O sangue que já escorreu sobre ela não era seu, mas deixou uma ferida.
Lembranças boas daquela pedra a qual assegurava a brincadeira dos moleques da rua.
A evolução diminui a pedra, pois a velhice já mostrava suas marcas.
Mal sabia a pedra que o metrô que ali passará será o seu final,
então o jasmim pálido não crescerá,
Os namorados não mais o roubaram,
o coração pintado de tinta vermelha também morrerá,
triste fim, mas aquelas recordações serão o começo do esquecimento,
Pois a pedra já não moverá a imaginação daqueles que viveram a pedra.

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