Os olhos em lágrimas, a chaga que não quer curar, o dia cinza estão mostrando-me que o fim não é o final, pois quando estou triste o dia chove! Essa é a fé que conheço, ainda posso sentir o sangue que corre nas minhas veias, o cheiro do suor que desceu na minha testa, parte do que eu penso ficou para trás e outra parte ficou presa no que eu ainda chamo de coração! Nós vivemos nossas vidas, nós levamos socos diariamente, no entanto isso nunca foi motivo para desistir e cada parte de mim ainda sabe o seu lugar, como o sol que partiu e esqueceu de repor o céu com a lua, ficou tão negra essa noite! Que nem a intensidade do meu desejo foi capaz de superar a sua vontade incontável de partir e me deixar sozinho. Não que eu deva correr atrás do passado, não que eu deva ver tudo acontecer para mostrar que já não sinto nada, em que parte do oceano nosso navio afundou? Existe amor sem ódio? Existe prazer em dor? Eu vi todos os meus erros, então te joguei longe, mas agora, te quero de volta, me ilumine outra vez, porque meu coração está ficando preto! Dois corações que batem como um só, entram no ritmo infinito descrito no paraíso como amor, até que venha o para sempre e mostre seu fardo intocável de para sempre acabar qualquer coisa que um dia começou, nesse momento a força do sentimento é deixada, restando apenas o vazio daquele abalo sísmico, agora ela está chamando e machuca ir embora, seja para meu vício favorito, não existe maneira dela sempre saber...
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