Venho por meio deste, contar a história de um príncipe, contudo um
príncipe diferente! Um príncipe que gostava de garotos e isso não é tudo, um
príncipe com poderes, poderes que no final serão sua salvação!
Não vou lhes contar todas as histórias, pois seriam depressão demais
para uma pouca vida ainda não vivida por completo, então começará pelos fatos
mais recentes, sendo que não serão feitas descrições dos participantes da
história, pois quando o Sr. Mago resolveu usar sua última magia, sendo assim
teve que deixar todas as lembranças para trás, logo pois ele não conseguiu
contar com riqueza detalhes como eram participantes dessa jornada de
desencantos e decepções!
O Príncipe Mago e o Escravo do Reino
Não era de se estranhar o senhor Mago Figuras (Figuras seria um apelido,
dado por uns amigos há tempos, o nome real para nosso companheiro é Ribas) ter
gostos estranhos para seus relacionamentos, então o que mais parecia é que
gostava de sofrer, essa história começa há uns três anos atrás quando ele
andava na Ponte Norte do reino do sol, quando tal ia para um dos bailes da
noite, na mais conhecida taverna do reino, chamada de Senhora Perdida, o que
mais parecia uma festa normal, julgo pela aparência boêmia da situação, seria o
primeiro passo para o enfático desastre amoroso que viria como uma reação
cadeia. Vestido com uma camisa vermelha, uma de suas cores prediletas, sua
calças jeans justas ao corpo, como o mesmo sempre usará e saudado por uma
grande turma de amigos que sempre estariam ao seu lado. Sentiu-se bem,
confortado e animado pela esperançosa zorra que viria, já na fila ansiosa que
se formava ele avistou o tão conhecido Carlos, já conhecido por uma fama
terrível de não criar laços fiéis a nenhum ser vivo dessa terra, coisas que o
tolo príncipe não sabia. Após entrar, o louco baile de desconhecidos se formará,
música a música tocada, contagiavam no, ainda não satisfeito, o conciliando
olhar tentador do Carlos em meio tanta gente e que lhe chamava atenção. Olhares
vieram e o previsto aconteceu, o príncipe deixou o orgulho e ali estava perdido
em meio aos beijos ardentes, como era de ser a noite continuou, até que os
primeiros raios do sol vieram mostrar o dia, trocaram seus acessos, seus
endereços, seus pensamentos.
Encontros foram almejados, sucedidos, veio a vontade, veio a saudade, em
meio a tudo isso o que não foi reciproco, era somente o sentimento crescente,
enquanto o príncipe manipulava a magia e deixava ele crescer, o escravo
manteve-se preso, com algemas em torno seu coração. Depois de alguns dias,
depois de outros encontros, noites a sós o que aconteceu e não se estranhar, o
escravo some, nem deixando rastros, se quer uma só mensagem de vida.
Figuras tentou transforma-se em uma águia, mas suas azas não
conseguiriam encontra-lo, tentou transforma-se na brisa matinal, mesmo assim as
paredes da prisão, que o escravo havia sido confinado eram em si fortes o
suficiente. Dia, após dia sentando em meio a grama, perguntou-se qual seria o
seu erro, perguntou ao destino se era certo acontecer, o mesmo não poderia
deixar-se abater, pois era chegada a data de seu aniversario, onde ele ficaria
mais forte. Passou o tempo, os fantasmas deixados, por algo diferente rodavam.
Pois talvez fosse proibido um príncipe atentar-se a um escravo, alguém que
prendia seu sentimento. Uma noite vaga, um dia inexplícito, enquanto isso o
peito entristecido pelo vazio do esquecimento, esse foi seu presente em sua
célebre data, mas suas palavras levadas pelo vento ressonaram um som agudo no
ouvido do prisioneiro do reino, trazendo-o de volta. Pobre do mago, não sabia
que havia conjurado sua própria desgraça, se ele tivesse deixado ausência matar
o sentimento, talvez não tivesse cometido tal erro, ou se quer pensando em
encantamentos estranhos que o fizesse trazer aquele antes distante.
Seguiu o encontro inesperado, o convite sujeito, aceitação precipitada e
a derrota antecipada, ele se rendeu ao sorriso fingido de quem ele deveria
esquecer. Um sábado convencional e mais uma noite de baile, formada a encenação
cruel. Após a entrada na Senhora perdida, a taverna, que então seria ali o
principio do desencontro, o escravo o deixa de lado, no meio a todos segui
revelando o que ele desviava, mostrou-se o carnaval, aos beijos, as desavenças
e príncipe apenas via com águas nos olhos o circo de horrores formado, nisso o
número desafiador crescerá, a única coisa que lhe via a cabeça era se realmente
ele merecia ver seu amado nos braços de tantos e todos, se era esse seu
convite, que o trancassem na masmorra e jogassem a chave fora. O príncipe,
novamente conjurou outro feitiço “Vá e não volte mais, fique sem olhar para
trás, morda sua língua quando pensar em mim.” A noite foi desaparecendo, o
sufoco ia parecendo diminuir a cada minuto que passava!
“Por que eu me trato assim tão mal? Será que eu não gosto tanto assim de
mim? O não às vezes pode ser muito melhor que o sim!”
Cantarolou, enquanto ele seguia o caminho sombrio do reino em direção de
sua casa, de seu quarto, de sua cama, de sua fortaleza. Ele então pensou se
realmente entrou pela porta certa de recinto, pois agora o que mais queria era
esquecer o tempo passado e deixar os dias passassem sem lembrar de quem,
esqueceu de enfim de ele gostar.
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