No mundo de utopias, ela bateu a porta! Correu pelo caminho amarelo, tentado criar o que não era real, esperou o tom vespertino para ganhar suas asas, então era outono e tudo estava laranja pôr do sol! Assim ela entrou sem pedir licença, esqueceu dos bons modos, no entanto era um caminho sem volta e agora já estava presa a ilusão que a beleza cria. Libertou sua última esperança, deixando cair sua inocência, o concelho foi dado "mantenha seus pés nos chão, quando sua cabeça estiver nas nuvens." Mas não era o bastante para ouvir e seguir, estava encantada com a cor, atraída pelo cheiro, dominada pelo toque, tarde demais para se evitar, o inesperado se fazia presente. Eram somente sorrisos, seu príncipe estava a sua frente para salvá-la. Vieram então contar, que depois de tantas derrotas ela estava perdida sem saber o que fazer, pois bem, esquecera, dos perigos e mais uma vez, ela ouviu "mantenha seus pés no chão, quando sua cabeça esta nas nuvens." Era de se esperar que os personagens aparecessem para criar toda a trama e mais uma vez se deixou esquecer, não existem contos de fada com finais assim tão felizes! Correu então para o castelo do seu amado, evitando assim os avisos. Tudo como planejado, estava em suas garras, em meio a luz que entrava do portão, lá estava varias vezes em si mesma. Foi tão somente, que ela viu a sua própria vaidade no espelho, não tinha mais tempo, o relógio bateu meia-noite e quem vinha para salvá-la, agora passara para vilão, as máscaras uma a uma foram caindo, o jogo dos bonecos não trazia tanta alegria assim, feito assim ela sentiu a dor que cortava mais que a sua alma, então quis fugir no meio da noite escura, na tempestade sentimental. Perdeu suas asas, perdeu sua essência, seu passado a puxava, prendendo-a pelos pés, esse era o preço de acreditar! Tentou voltar, no entanto há muito tempo tinha escrito sua sentença de morte, tijolo sobre tijolo seu castelo havia caído, não era mais princesa de lugar nenhum, foi então que conheceu a verdade, contos de fadas não acontecem quando nós estamos neles! Tentou reaver sua inocência perdida, correu de volta ao início, no entanto não tinha mais destino, perdeu-se e foi enterrada em sua própria cova rasa, então deixará de lembrança somente a inocência perdida, pois eu simplesmente não ouvi "mantenha seus pés no chão quando a sua cabeça estiver nas nuvens." Descobriu da maneira mais trágica possível, na pior forma de sofrer o caminho para as lágrimas que caem como tormenta!