Os passos que dou, sinto meus pés presos ao chão, como se voltar fosse a melhor saída! Eu sei que sim, mas uma escolha sua poderia mostrar-me o mesmo lado negro, já conheci essa explicação tantas vezes que nem impressiona ouvi-la novamente, não, me recuso, preciso dizer adeus, não posso ficar aqui e para que o acaso não me faça partir algum resto de coração que ainda tenho! Foi na falta de amor que o otimismo definhou e morreu, algo surge e se esvai a esperança, contudo do meu passado eu sei, preferi guardar a dor só para mim, pois aqui dentro mora o frio! Eu sei onde ir, contudo ainda me sinto tão perdido, como se o único caminho seguro fosse o de casa, eu desenhei um mapa astral juntando as cicatrizes que ficaram e a única hipótese que descobri é que tenho medo! Posso sufocar algo que nasce, talvez fosse como um abortar a vida, então não seja como foi antes, é muito pesado carregar esse realismo! Caso eu siga, "[...] sei muito bem me arrepender, mas eu ainda tenho dúvidas se tudo acabara bem[...]", então vou apagar-me, "[...] me deparo com seu rosto e meus olhos ao fechar [...]" Eu me acho tão irrelevante, que minha insegurança em si, torna-se o panico do futuro, quero acostumar-me com um presente, em que você esteja amanhã e depois, o que tiver que ser, eu quero que seja, no entanto isso não caber a mim é o complexo geral, sou firme nas decisões, entretanto tenho que ser espectador de uma simples pergunta que eu a responderia sem dúvida, mas que não depende de mim fazer, por isso me desfaço o mais cedo possível, para não aceitar assim tão fácil, querendo definir aprendi a te abandonar, sem mesmo estar com você.
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